A Embriologia é a
área da biologia que estuda o desenvolvimento dos embriões, desde a fecundação
até a formação completa dos seres vivos. Ela analisa a
constituição, divisão e crescimento dos órgãos de um animal, a partir de uma
célula. O ponto inicial do desenvolvimento embrionário é a formação do zigoto
ou ovo após a fecundação. A parir de então, o embrião passará por etapas:
Mórula, Blástula, Gástrula.
As pesquisas sobre embriologia foram
iniciadas com as pesquisas realizadas por Aristóteles. A área evoluiu com os
avanços da ciência e da tecnologia e atualmente traz grandes benefícios para a
humanidade por meio da medicina. Os especialistas em obstetrícia, por exemplo,
utilizam os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos para acompanhar o
crescimento dos fetos. Com ela é possível saber se está tudo normal com a
gestação ou se existe alguma anomalia ou doença congênita.
O desenvolvimento dos embriões
humanos
O embrião humano se desenvolve a
partir de quatro etapas denominadas fecundação, segmentação, gastrulação e
organogênese. Conheça agora a definição de cada uma delas:
• Fecundação: é a
primeira etapa do desenvolvimento dos embriões humanos. Iniciam-se com o
encontro das células responsáveis pela reprodução, os gametas masculino e
feminino. Nessa fase, o espermatozoide penetra o óvulo e os núcleos dos gametas
se fundem, formando o zigoto;
• Segmentação: esta
segunda fase também é denominada de clivagem. É a etapa em que o
zigoto se divide inúmeras vezes. Inicialmente se divide em duas células
denominadas blastômeros. Continua se dividindo e aumentando o número de
células. Passa a se fixar na parede uterina em um processo denominado de
blastocisto;
• Gastrulação: o embrião
continua se dividindo e aumentando suas células, além de ampliar seu volume
total. Nesta etapa também são formados, os três folhetos embrionários ou
germinativos — camadas celulares darão origem aos
tecidos e órgãos do novo indivíduo — além da ectoderma,
mesoderma e endoderma;
• Organogênese: é a
última fase do embrião. Nessa fase ocorre a diferenciação dos tecidos e dos
órgãos. O tubo neural são formados pelo processo de neurulação. O embrião passa
a ser chamado de nêurula. Tal processo acontece até a oitava semana da
gestação. Na nona semana, passa a ser chamado de feto e após 38 semanas, em
média, nasce.
Importância da embriologia
A pesquisa relacionada à embriologia
trouxe grande contribuição para a sociedade e para o acompanhamento dos fetos.
A partir dela foi possível identificar as causas de certas anomalias e de
doenças genéticas, o que diminuiu os riscos durante a gestação. Ela também
colaborou para realizar o sonho de muitos casais com dificuldades em ter um
filho. Outras contribuições da embriologia foram:
• Fertilização in
vitro: é a fecundação do ovo com espermatozoide feita em um
laboratório. Após análise de especialistas, o embrião é colocado no útero
materno;
• Inseminação artificial:
é a reprodução intrauterina. Essa técnica prepara uma amostra de esperma em
laboratório e depois o transfere para o interior do útero. Isso aumenta a
probabilidade de fecundação dos espermatozoides.
• Células-tronco embrionárias:
esse tipo de células é encontrado nos embriões com cinco dias de fecundação.
Atualmente são desenvolvidas diversas pesquisas com elas, pois possuem a
capacidade de se transformar em outro tipo de célula. Acredita-se que elas são
capazes de colaborar com o tratamento de diversas doenças, como leucemia,
Alzheimer, Parkinson, epilepsia.

Nenhum comentário:
Postar um comentário