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O depoimento é lindo, inspirador, leiam a história da Mariany Teixeira. Parabéns por sua trajetória lindeza, muito sucesso ainda está por vir! 
Bom, eu sempre tive dificuldades de aprendizagem e isso mexia (e ainda mexe) muito com a minha autoestima e por causa disso, eu sempre me sentia menos que os outros. Fiz meu ensino médio na E. E. Dr. Celso Machado e quando chegou meu momento de prestar Enem, eu me sentia meio perdida.Faço parte da grande maioria das pessoas que não tem um sonho profissional desde criança, inclusive eu já sonhei em ser várias coisas, como: veterinária, bailarina, cantora e até atriz kkk. Quando tinha 12 anos, comecei a me interessar por moda e decidi que aquela seria minha profissão. Porém, quando cheguei no terceiro ano, percebi que não poderia cursar moda, pois as universidades que possuíam o curso, ficavam longe da minha cidade e meus pais não teriam condições para me sustentar. No fim, minha única possibilidade era a UFV.Foi então que um dos meus primos mais velhos me indicou o curso de Secretariado Executivo Trilíngue, mas eu não tinha certeza se era aquilo que eu queria. Desanimada, acabei não estudando pro Enem. Acho que não é surpresa dizer que não passei, mas eu não desisti e resolvi continuar tentando. Perguntei minha mãe sobre a possibilidade dela pagar um cursinho e ela disse que infelizmente não teria condições, então tive que me virar com livros e videoaulas no YouTube.Comecei também a pesquisar mais sobre a profissão de secretariado executivo e quanto mais eu lia e assistia entrevistas de profissionais da área, mais eu me encantava pela profissão e via que era aquilo que eu queria. Meus familiares não me apoiaram muito por ser uma profissão pouco conhecida, me indicavam para fazer Letras, ou Pedagógica ou até mesmo o curso de Direito, mas a questão é que eu não conseguia me ver nessas profissões e eu não queria fazer nada forçada e mantive minha decisão.Estudar um ano inteiro pro Enem não foi fácil e infelizmente, eu não passei mais uma vez. Aquilo foi muito difícil pra mim, mexeu muito com o meu psicológico e eu comecei a questionar minha capacidade, porque eu estava concorrendo com pessoas que haviam estudado em cursinhos preparatórios e/ou haviam tido uma educação melhor que a minha. Resolvi então tentar mais uma vez e dessa vez foi mais difícil, pois havia também começado a dar aulas particulares para crianças. Eu dava aula das 13 às 18 horas e começava a estudar das 21 horas até às 3 da manhã (às vezes até às 6) e essa foi minha rotina até o dia do vestibular.
Assim que saí do primeiro dia de prova, comecei a chorar muito porque acreditava ter feito uma péssima prova e que não iria passar de novo. Quando saiu a primeira chamada em janeiro e percebi que meu nome não estava lá, eu nem me surpreendi. Eu acreditei que não iria passar novamente e comecei a ver cursos EAD de secretariado.Porém meses depois, em Março, por volta de 23h, alguma coisa me fez olhar as chamadas da UFV (eu manifestei interesse mesmo imaginando que não iria passar) e vi que meu nome estava na quarta chamada! Eu estava tão feliz que mal podia acreditar no que estava vendo, porém havia um problema: o dia seguinte era o último dia de fazer a matrícula e eu não tinha preparado os documentos. Foi uma correria muito grande e no fim deu tudo certo. Hoje, estou a cursar o quarto período de Secretariado e a cada semestre que passa, eu tenho a certeza de que estou no curso certo.Eu só queria agradecer a vocês professores que sempre nos motivaram e acreditaram no nosso potencial. E uma mensagem que eu poderia dar é: nunca desista dos seus sonhos e nunca tenha medo de fracassar, pois é assim que crescemos e nos tornamos mais fortes para enfrentar os desafios e assim, finalmente conseguir realizar nossos sonhos.

Mariany Teixeira
Quem conta sua trajetória também é essa lindeza, futura farmacêutica e minha amada prima "emprestada" Maiara. Muito orgulho de você!!!
Para falar do sonho de ter acabado de concluir a graduação em Farmácia na UFJF é preciso relembrar os caminhos que me fizeram chegar tão longe. Em um primeiro momento eu não cogitava fazer farmácia, eu sempre pensei em fazer direito. Só que quando eu entrei em um laboratório de análises clínicas eu me apaixonei, e procurei saber mais sobre a profissão que me daria a oportunidade de trabalhar com essa área, foi assim que farmácia acabou entrando na minha vida! A aprovação na UFJF do campus de JF demorou um pouco para acontecer, por esta razão eu acabei iniciando meu curso em outra cidade, mas também em uma instituição federal. Sair de casa foi um momento de muito aprendizado e de crescimento, foi a melhor recordação que levo comigo! O curso de farmácia não é fácil rsrs, exige muito compromisso e dedicação, mas posso dizer que sou apaixonada pela minha profissão! A farmácia fornece um leque incrível de áreas que se pode atuar, como experiência na graduação eu atuei em farmácia de manipulação, hospital, dispensação de medicamentos e na indústria farmacêutica. Também tive oportunidade de aprender sobre coisas que não são vistas nas aulas de graduação, através de um projeto tive contato com uma das minhas maiores paixões: Farmacoeconomia. Posso dizer com segurança que todo o trabalho valeu a pena! É incrível chegar no final desses 5 anos e ver o quanto eu me desenvolvi como ser humano e como profissional! Tenho muito o que aprender ainda, a estrada só está começando! Acreditem nos seus sonhos e objetivos e não desistam! Minha persistência me fez farmacêutica hoje!
Maiara Araújo




Virgínia Samôr

Bacharel, licenciada e pós graduada em Ciências Biológicas pela UFV e possui Mestrado Profissional em Ensino de Biologia pela UFJF.

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